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Servidor Constituinte: Lúcio Albuquerque carregou mesas e cadeiras no início da Assembleia Legislativa
Servidor Constituinte Lúcio Albuquerque carregou mesas e cadeiras no início da Assembleia Legislativa.

Servidor Constituinte: Lúcio Albuquerque carregou mesas e cadeiras no início da Assembleia Legislativa

Quando a Assembleia Legislativa de Rondônia de instalou, em 1983, em um prédio que até bem pouco tempo comportava um hospital público (Oswaldo Cruz) em Porto Velho, capital do recém-criado Estado de Rondônia, um grupo de pessoas já trabalhava ali e formava o núcleo inicial do que, em 1986, seriam servidores estatutários. Entre essas pessoas estava José Lúcio Cavalcanti de Albuquerque, servidor que participou da elaboração das duas Constituições de Rondônia, e o profissional da área de imprensa que mais atuou como chefe do Departamento de Comunicação – antiga Assessoria de Imprensa – nesses 31 anos de existência do Poder Legislativo Estadual.
“Eu estava lá ajudando a carregar mesas e cadeiras. E, pasmem, porque dificilmente aconteceria hoje em dia, participava do trabalho juntamente com outros diretores como a Sussuca, atualmente na Escola do Legislativo, e até deputados como Clóter Mota, já falecido. Quando os deputados tomaram posse, em fevereiro de 1983, quem circulava atrás de notícias pelos corredores da ALE éramos eu e a jornalista Ivalda Marrocos – já aposentada e morando fora do Estado. O Carlão Sperança era o chefe da Assessoria.  Eu logo passei ao gabinete do deputado José do Prado, assumindo a chefia de gabinete”, relata o jornalista que é tratado pelos demais servidores como Lúcio Albuquerque.
Com experiência na imprensa, até como corresponde de grandes jornais atuou em Rondônia, Lúcio Albuquerque recorda que fez a cobertura não só das sessões, mas também de toda a elaboração da primeira constituinte. “Naquela legislatura (1983/1987), tivemos, sem qualquer dúvida, a melhor composição parlamentar que o Legislativo rondoniense já teve. Dava gosto ver os peemedebistas Clóter Mota ou Tomás Correia debatendo com os pedessistas Amizael Silva ou Jacob Athalla. Em 1989, outra Constituição, e lá estou eu de novo. Durante a promulgação da segunda Constituição, o presidente Osvaldo Piana chama um grupo de servidores que participaram do trabalho para receber o diploma de Constituinte Honorário. Eu não recebi porque, àquela altura, eu nunca havia vestido paletó, e sem esse equipamento (arghhh!!) não se tinha acesso ao plenário. Creio ter sido o servidor da ALE que mais vezes assumiu a direção do Departamento de Comunicação, em várias presidências, inclusive sou o único daquele setor que foi cedido à Prefeitura e depois ao Governo do Estado para assumir seus respectivos Departamentos de Comunicação”, recorda Lúcio Albuquerque.
Durante 21 anos, o jornalista conta que cobriu sessões legislativas na capital e em diversos municípios rondonienses. Lúcio Albuquerque detalha que, em 2004, quando o presidente Carlão Oliveira criou a Escola do Legislativo, foi atuar no órgão, permanecendo lá até 2007, época em que foi colocado à disposição do Tribunal de Contas de Rondônia, instituição onde permaneceu trabalhando por vários anos.
“Escrevi o livro sobre os 20 anos da ALE-RO e fui testemunha de decisões que tiveram implicações políticas – algumas estão no livro que estou mandando para a gráfica, ‘Jantar dos Senadores’, como as campanhas a governador que assessorei em 1990, de Osvaldo Piana, e a de 1998, de José Bianco. Presenciei também fatos curiosos, como, em 1995, quando o Dalton di Franco foi tomar posse como deputado e a moça do Cerimonial não encontrou a pasta com esse nome, porque lá estava o nome dele de batismo “Enéas Rômulo Araújo. Outro foi quando o deputado Zuca Marcolino lançou-se candidato a governador, em 1986, e perguntado sobre o assunto do momento, corrupção, respondeu que ‘corrupção é palavra científica que intelectual inventou para justificar ladrão’. Fiz na ALE bons amigos, alguns já passaram para o outro lado. Tive chefes de vários tipos, inclusive um que gostava de pendurar balões para ‘espantar os maus espíritos’ ou outro que queria realizar diariamente uma leitura da Bíblia. Até mesmo um que amanhecia de porre, em plena segunda-feira, dormindo dentro da Assessoria de Imprensa”, destaca Lúcio Albuquerque ao considerar como significativo o reconhecimento pelo Poder Legislativo Estadual do Servidor Constituinte.

Fonte:Assessoria