Início » Notícias » Geral » Acontecimentos » 3º de maio – Liberdade de Imprensa não se negocia, se defende

3º de maio – Liberdade de Imprensa não se negocia, se defende

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vem a público reafirmar a importância do Jornalismo e dos jornalistas na defesa desse princípio fundamental para a democracia e a constituição da cidadania.
Ao mesmo tempo, como representante máxima da categoria no país, a FENAJ denuncia as graves ameaças à liberdade de imprensa, que estão presentes no Brasil, e soma-se à Federação de Jornalistas da América Latina e do Caribe (Fepalc, por sua sigla em espanhol) para denunciar que essa ameaças atingem o conjunto dos países da América Latina e do Caribe.
Entre as ameaças, destacam-se as censuras veladas (econômicas e políticas), a concentração da propriedade dos meios de comunicação e a violência contra os jornalistas, incluindo o cerceamento a sua autonomia ético-profissional que não é respeitada na maior parte das redações.
Junto com a Fepalc, a FENAJ denuncia a gravidade da situação em que se encontram os trabalhadores e trabalhadoras do Jornalismo na América Latina e no Caribe, em razão do desemprego, dos baixos salários e da violência de que têm sido vítimas constantes. Neste ano, 11 jornalistas foram assassinados na região, um deles no Brasil, onde também se registrou a morte de um radialista. Além das mortes, um jornalista haitiano encontra-se desparecido.
A FENAJ, mais uma vez, cobra do governo políticas públicas e planos de ações para garantir a segurança dos jornalistas no exercício de sua profissão. Igualmente, cobra a regulação dos meios de comunicação, para que a sociedade brasileira passe a contar com uma imprensa verdadeira livre e democrática, submetida às mesmas regras de transparência e de supervisão de outros setores econômicos.
Sabemos que o Brasil está vivendo em um Estado de Exceção, no qual as Instituições democráticas estão comprometidas, e que em vários países da América Latina e do Caribe, a democracia também está ameaçada. Mas FENAJ e Fepalc cumprem seu papel de defender os/as jornalistas e de denunciar a violência de que são vítimas.
Para que não se esqueça, para que não se repita! Pelo fim da impunidade!
Jornalistas que perderam a vida em 2018
Brasil
Ueliton Bayer Brizon
Jefferson Pureza Lopes (radialista)

Equador
Javier Ortega
Paul Rivas

El Salvador
Karla Turcios
Guatemala
Laurent Ángel Castillo Cifuentes
Luis Alfredo de León Miranda
José Daniel Rodrí

México
Carlos Domínguez
Pamela Montenegro
Leobardo Vázquez Atzin
Nicaragua
Ángel Eduardo Gahona
Haiti
Vladjimir Legagneur (desaparecido)

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe – FEPALC

Veja também

Minas Icesp encara o vice-lanterna em busca de sair da zona de rebaixamento

A equipe do DF precisa pontuar contra o São Francisco para se manter na Série …