Início » Notícias » Cidadania » Entenda por que não havia sangue após a facada em Bolsonaro
Bolsonaro logo após o momento em que levou a facada Fábio Motta/Estado Conteúdo - 06.09.2018

Entenda por que não havia sangue após a facada em Bolsonaro

O gastrocirurgião Marcos Belotto, do Hospital Sírio-Libanês, explica que sangramento ocorre dentro da barriga, enchendo cavidade abdominal
O fato de não haver sangue na perfuração causada pela faca que foi introduzida no abdôme de Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (6) chamou a atenção, levantando até dúvidas sobre a veracidade do incidente. No entanto, o gastrocirurgião Marcos Belotto, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, explica que isso é normal e ocorre porque geralmente o sangramento ocorre dentro da barriga e não fora.
“Mesmo quando a perfuração atinge veia ou artéria, o sangue só jorra para fora quando a barriga fica muito cheia de sangue”, afirma.

Leia também: Bolsonaro está consciente e em boas condições clínicas, diz hospital

O cirurgião explica que, quando se fala “perdeu sangue”, significa que o sangue saiu do vaso sanguíneo e se acumulou dentro da cavidade abdominal. No caso de Bolsonaro, ele “perdeu” 2,5 litros sangue, o que corresponde a 40% do sangue do corpo.

Segundo o cirurgião, quando o sangue começa a jorrar para fora do corpo, a situação é bem preocupante.

Bolsonaro foi atingido no abdômen enquanto fazia campanha eleitoral em Juiz de Fora, em Minas Gerais. A facada provocou uma perfuração no intestino grosso, três no intestino delgado e uma na veia mesentérica superior, que leva sangue para parte do intestino. As lesões foram reparadas em uma cirurgia de emergência. A operação foi feita na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora e, nesta sexta-feira (7), ele foi transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Leia também: Riscos de infecção e de morte no caso Bolsonaro ainda existem, explica cirurgião

Cerca de 10 cm do intestino grosso foi removido e foi realizada uma colostomia, alteração do trajeto das fezes para uma bolsa de coleta que fica acoplada no corpo.
O cirurgião Sérgio Nahas, diretor do Serviço de Cirurgia do Cólon e do Reto do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica a colostomia, neste caso, é feita para evitar contaminação e risco de infecção. “Ao ser perfurada, a barriga dele recebeu um banho de cocô com sangue”.
A previsão é que permanece com a bolsa intestinal por até 3 meses.

Fonte:Deborah Giannini, Do R7

Veja também

Séries A e B: Campeões do campeonato municipal de futebol serão conhecidos neste sábado em Jaru