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Colegas de trabalho de Armedes aguardaram a liberação do corpo do motorista em frente ao IML (Foto: Pablo Medeiros/Agência Imediato)

Motoristas de app protestam contra falta de segurança após morte de colega


Os manifestantes reclamaram por segurança enquanto aguardavam a liberação do corpo do também motorista de aplicativo, Armedes Matias Abdel Mussa, 41, assassinado na madrugada deste domingo (17)

Manaus – Motoristas de aplicativos de transporte de passageiros protestaram, na manhã deste domingo (17), pedindo por mais segurança em Manaus. A manifestação aconteceu em frente ao Instituto Médico Legal (IML), na zona norte de Manaus. Os manifestantes reclamaram por segurança enquanto aguardavam a liberação do corpo do também motorista de aplicativo, Armedes Matias Abdel Mussa, 41, assassinado na madrugada deste domingo. A mulher de Armedes, de nome não divulgado, também estava no local.

Os motoristas de aplicativo se reuniram na manhã deste domingo (17) (Foto Pablo Medeiros/Agência Imediato)

De acordo com um sargento da Polícia Militar, que se identificou apenas como “Marzo”, o corpo de Armedes foi encontrado, por moradores, por volta de 1h, em um terreno de uma igreja, na Rua 111, Conjunto Cidadão VI, bairro Nova Cidade, zona norte da capital. O homem foi morto com quatro tiros que o atingiram na cabeça, em um dos ombros, em um dos braços e nas costas. Uma equipe da 15ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foi acionada pela vizinhança, via 190.
A última corrida de Armedes foi registrada, às 22h45, deste sábado (16), segundo registro do sistema de monitoramento dos motoristas de aplicativos. Moradores do conjunto Cidadão VI afirmaram que ouviram os disparos e viram quando um EcoSport preto, de placas não divulgadas, e uma motocicleta vermelha saíram da Rua 111. O carro do motorista, um Celta Spirit verde foi deixado pelos assassinos no local.
Por se tratar de um terreno descampado e deserto, a equipe de perícia criminal do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) informou suspeitar que o corpo de Armedes tenha sido arrastado até o local, mas que o assassinato tenha acontecido na Rua 111. Para a perícia criminal, os assassinos podem ter tentado deixar o corpo menos visível aos olhos dos moradores, deixando-o no terreno.
O celular de Armedes não foi encontrado pela equipe policial acionada para atender a ocorrência. No entanto, a equipe da Polícia Civil ainda deve decidir se vai analisar o caso como latrocínio ou execução. Caso se trate de execução, o caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Fonte:Vanessa Oliveira/redacao@diarioam

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