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PAULINHO ABRIU O CAMINHO PARA A VAGA DO BRASIL. FOTO: JUAN BARRETO/AFP

Tóquio y me voy: Atual campeão, Brasil tentará ser o quinto país a conquistar o bicampeonato em edições consecutivas dos Jogos Olímpicos

O Brasil tentará em Tóquio o que apenas quatro países conseguiram na história do torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos: o bicampeonato em edições consecutivas. Atual campeã, a Seleção se classificou no início da madrugada desta segunda-feira, em Bucaramanga, na Colômbia, ao derrotar a Argentina por 3 x 0 na última rodada do quadrangular final do Pré-Olímpico disputado na Colômbia. Com o resultado, terminou a competição em segundo lugar e confirmou uma das duas vagas ao megaevento, de 24 de julho a 9 de agosto deste ano. A outra é justamente dos hermanos. Nossos vizinhos faturaram o título simbólico das eliminatórias.

Os comandados de André Jardine entraram em campo pressionados pela vitória do Uruguai sobre a Colômbia por 3 x 1 na partida preliminar. O resultado obrigava o Brasil a derrotar a invicta — e com 100% de aproveitamento — Argentina. Paulinho abriu o placar aos 12 minutos do primeiro tempo após assistência de Pedrinho. O artilheiro Matheus Cunha ampliou ao dar um chapéu no goleiro e praticamente entrar com bola e tudo depois de o zagueiro Pérez evitar parcialmente o gol em cima da linha, e decretou a classificação na etapa final com um chute cruzado. A Argentina encerrou a última fase com seis pontos contra cinco do Brasil, quatro do Uruguai e um da anfitriã Colômbia.

Na história dos Jogos Olímpicos, Grã-Bretanha (1908 e 1912), Uruguai (1924 e 1928), Hungria (1964 e 1968) e Argentina (2004 e 2008) conquistaram o bicampeonato em edições consecutivas. O Brasil terá a chance de entrar para o seleto grupo se conseguir levar ao Japão um elenco mais forte do que vice-campeão pré-olímpico. O Real Madrid, por exemplo, não liberou Vinicius Júnior e Rodrygo. Da convocação final, ficaram ausentes cinco jogadores pretendidos por André Jardine: Gabriel Martinelli, Wendell, Émerson, Douglas Luiz e o zagueiro Gabriel, do Lille.

A missão da CBF vai além de convencer os clubes europeus a liberarem os talentos para um torneio não reconhecido como Data Fifa. A Itália, por exemplo, assedia Gabriel Martinelli. O atacante está dividido entre aceitar o chamado de Tite para a Seleção principal ou o de Roberto Mancini. O presidente Rogério Caboclo tem se empenhado pessoalmente na missão de convencer o atleta do Arsenal a não se naturalizar. Ouro nos Jogos do Rio-2016, Gabriel Jesus é outro nome que terá idade para disputar o torneio. Porém, o Manchester City dificilmente liberará o reserva de Agüero. Vale lembrar ainda de Lucas Paquetá, meia do Milan.

Classificados (torneio masculino)
Anfitrião: Japão
América do Sul: Brasil, Argentina
Europa: França, Alemanha, Romênia, Espanha
África: Egito, Costa do Marfim, África do Sul
Ásia: Austrália (no mapa da Fifa disputa pela Ásia), Arábia Saudita, Coreia do Sul
Oceania: Nova Zelândia
América Central e Norte: 2 vagas
O regulamento dos Jogos Olímpicos também permite a inclusão de três jogadores acima dos 23 anos. Fominha, Neymar, símbolo da conquista do ouro inédito há quatro anos, manifestou recentemente o desejo de ser um deles. “Estou disposto a jogar os dois, mas acho que é um pouco mais complicado, tem que conversar com o clube. Da outra vez (na Rio-2016), quando eu estava no Barcelona, não me deixaram jogar os dois, mas isso é conversado, é ver o que é melhor. Espero estar 100% para ajudar a Seleção”, afirmou, em 13 de janeiro.

Pelo menos dois jogadores são fortíssimos candidatos a figurarem na lista dos 18 convocados para Tóquio-2020. Matheus Cunha é um deles. O centroavante foi o artilheiro do torneio com cinco gols. Paulinho foi outra válvula de escape na competição. Além dos dois, Bruno Guimarães oscilou, mas brilhou durante o torneio. A defesa precisa sofrer ajustes após uma sequência de falhas bizarras ao longo da competição.

5 seleções campeãs olímpicas estão classificadas:
Brasil, Argentina, França, Alemanha (medalha de ouro como Alemanha Oriental) e Espanha
A tendência é que o México seja o sexto, se passar pelo Pré-Olímpico da Concacaf
Mesmo desfalcada, a Seleção movimentou o mercado na última janela de transferências. Se Matheus Cunha e Pedrinho forem negociados nos próximos dias, o montante das negociações no pré e pós-Pré-Olímpico podem ultrapassar R$ 450 milhões. Bruno Guimarães trocou o Athletico-PR pelo Lyon por R$ 93 milhões. O Red Bull Bragantino desembolsou R$ 25 milhões por Cleiton. O caçula Reinier saiu do Flamengo para o Real Madrid por R$ 136 milhões. O Atlético de Madrid emprestou Caio Henrique ao Grêmio. O Hertha Berlim cobiça Matheus Cunha e pretende pagar R$ 93 milhões. Pedrinho está na mira do Benfica. Antony é o sonho de consumo do Ajax.

O Brasil emplacou as duas seleções no torneio de futebol de Tóquio-2020. A Seleção feminina havia conquistado a vaga em abril do ano passado ao conquistar a Copa América do Chile. As melhores campanhas das mulheres foram a prata em Atenas-2004 e em Pequim-2008.

Fonte: Marcos Paulo LimaEsporte

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